Miguel Silva

Viver com Cristo é um privilégio, e eu sou um desses privilegiados.

Sou o Miguel Silva, e a minha vida com Cristo começou em 1990, tinha eu 16 anos.

Fui criado, como a maioria dos portugueses, no seio de uma família católica, mas não praticante. A minha casa era o que se poderia chamar uma “casa cheia”, pois tenho 10 irmãos, e aprendi logo cedo a partilhar o espaço e os bens, bem como o significado da palavra trabalhar.

Apesar de os dias serem bem cheios, entre uma casa cheia de gente e animação, e o trabalho, sentia um vazio que nada parecia preencher. Ao contrário de muitos dos testemunhos a que assistimos, não tive experiências com álcool, drogas, ou de outra índole, pois sempre fui um rapaz pacato, integrado num regime necessário ao meu pai, para controlar 11 filhos.

Um dia, alguém me falou de Cristo e de um lugar onde Ele parecia tão real. Assim, acabei por visitar uma igreja cristã, onde vivi a experiência da presença de Deus e tomei a decisão de Lhe entregar a minha vida. A partir daí, o meu desejo era conhecer mais d ´Ele, e passava algum tempo meditando na Palavra e orando. Nesses tempos, Deus ensinava-me muitas coisas e falava coisas espantosas ao meu coração. Nasceu em mim o desejo de O servir, e comecei por fazê-lo na igreja infantil, junto dos mais pequenitos. Entretanto, fui fazendo um percurso de aprendizagem e serviço, levando-me Deus a pregar a palavra como ajudante do pastor principal de uma igreja, nas reuniões de Domingo. Vi Deus mover-se na vida de muitas pessoas, independentemente dos meus erros e até da minha inexperiência. Maravilhei-me muito com as maravilhas de Deus, o seu modo de actuar, e a forma como Ele sempre é fiel á sua Palavra e às suas promessas nas nossas vidas. O facto de Deus se mover e poder observar o modo como Ele actuava através de mim, sem que me sentisse merecedor, levou-me a desejar ainda mais ter comunhão com Ele, e aprender mais e mais. Ingressei numa Escola Bíblica, onde tive oportunidade de muito enriquecer os meus conhecimentos acerca das coisas de Deus. Mais tarde, vim também a integrar o ministério das prisões, onde muito presenciei e aprendi.

Na realidade, posso dizer que Deus foi respondendo aos desejos do meu coração, e um grande desejo era poder constituir família com alguém que me completasse, e com quem pudesse contar como adjutora na obra de Deus e no dia-a-dia. Vi a resposta a este desejo quando Deus colocou a sua unção de um modo especial sobre mim e a mulher que é hoje a minha esposa. Conhecíamo-nos há algum tempo e éramos amigos, mas Deus colocou o seu selo sobre nós, levando-nos à oração, para compreendermos o que se passava. Entendemos então que Deus nos unira e que derramara nos nossos corações o amor com que brindara a nossa união. Nesse tempo de espera em Deus, lembro-me de ouvir dela uma frase bíblica que muito nos ensina: “ Aquele que crê não se apressa.”

Hoje, com 35 anos, casado há 14 anos, entendo a dimensão desta frase! Temos passado por momentos extraordinários juntos, mas tal como Paulo, podemos dizer “ Sei ter abundância e sei padecer necessidade.” Aprendemos que a vida não é uma linha recta, e que por entre todas as experiências, bênçãos, vitórias e sucessos , a vida também nos trouxe  algumas desilusões , que fazem parte da vida, e ajudam-nos a crescer como pessoas e até como filhos de Deus . Mas mesmo nesses momentos, sentimos a presença de Deus nas nossas vidas, e a Sua protecção.

Ao fim de pouco tempo, quisemos ser pais, mas a verdade é que os meses passavam e nada acontecia. Assim, orámos a Deus e meditámos nas suas promessas, até que, Deus conduziu um dos seus ministros, a orar por nós quanto a este assunto, destruindo as maldições que foram lançadas sobre o nosso casamento. É verdade, existiam pessoas empenhadas em destruir a nossa união, não querendo que o plano de Deus para nós se cumprisse. Mas, Deus que é poderoso, trouxe até nós a grande bênção do nosso primeiro filho, e não parando aqui, hoje somos pais de três queridos e desejados rapazes, e Deus sempre esteve presente, em todos os momentos, livrando-nos e unindo-nos mais ainda.

O nosso percurso não foi linear, e há quem critique o facto de termos já passado por algumas igrejas, mas acreditamos que tem sido um percurso necessário, e que só assim pudemos realizar o que realizámos, aprender o que aprendemos e dar de nós aquilo que demos. Hoje podemos afirmar que os nossos olhos deverão estar sempre postos em Deus, porque igrejas perfeitas não existem e os homens (tal como eu) erram. Aquilo em que acredito é que no local onde Deus nos colocou devemos de ser participativos, activos, ser indivíduos agentes de mudança, e não meros espectadores. A vida é demasiado curta para ser desperdiçada, e para se deixar para depois o que quer que seja. Não nos deixemos enganar com mentiras que o inimigo nos coloca na mente pois como diz uma das músicas dos “FEEDBACK” ,nunca é cedo demais para pensar em Deus, e um dia poderá ser tarde demais para o fazermos.

A Bíblia indica-nos: “Em todo o tempo perseverai na obra do Senhor sabendo que o vosso trabalho não é em vão no Senhor”.

Temos feito o melhor que sabemos, ainda que com erros de quem é humano, e acreditamos nas coisas que Deus nos tem falado, e que Ele é fiel para completar a obra que começou em nós.

Deus vos abençoe!

Sara Carrilho

“Buscai primeiro  o Reino de Deus, e sua justiça , e todas estas coisas vos serão acrescentadas”

DSCF2764A vida é feita de aprendizagens, lutas, desafios, conquistas e derrotas, no entanto, sejamos vencedores ou simplesmente vencidos “ em todas as coisas somos mais do que vencedores por aquele que nos amou…” Romanos 8:37.

Quando conheci Deus era bastante pequena, demasiado pequena para me lembrar, contudo, fui crescendo e a pouco e pouco fui conhecendo Deus, a Sua palavra, os Seus feitos, o Seu amor e Ele, a pouco e pouco, entrou na minha vida e lá permaneceu até aos dias de hoje.

Quando era apenas um bebé fui entregue no Seu altar para ser abençoada, na Igreja de Jubileu. Algum tempo depois fiquei doente, tinha convulsões e os médicos não sabiam o que tinha…desconfiavam de meningite, no entanto descobriram que era epilepsia. Para os meus pais foi um grande transtorno ver um bebé de apenas 3 meses doente, naquela altura não era assim tão banal como é hoje em dia nem a medicina estava tão desenvolvida como a dos tempos que correm. Fui medicada e continuei a minha vida. Hoje em dia já não sofro mais de epilepsia, já não estou medicada a quase 10 anos e já não tenho um ataque epiléptico à 14/15 anos…É curioso como Deus opera nas nossas vidas e tira de nós todas as enfermidades não é?

Cresci, como qualquer outra criança, tive uma infância muito abençoada, sempre repleta de amigos desde muito pequena, amizades que duram ainda hoje…no entanto como existe as coisas boas na vida, também existem maus momentos…um deles aconteceu quando eu tinha apenas 7 anos de idade e Deus me levou uma das pessoas que mais amava, a minha avó Celeste. Ela foi uma pessoa muito marcante na minha vida e não a pude de deixar de referir no meu testemunho, pois muitas das coisas que aprendi, sobretudo a palavra de Deus, foi com ela e também aprendi sobretudo a crescer; se existe uma palavra que a caracterizava é bondade e amor “sobre tudo o que deves guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” Provérbios 4:23. Na altura custou-me muito, não compreendia, hoje em dia, agradeço a Deus por a ter posto no meu caminho, pois apesar de já não continuar junto de mim fisicamente, sei que ela irá estar sempre presente na minha mente e mais importante…no meu coração.

Com o passar do tempo continuei a frequentar a igreja, a escola dominical, onde tive o prazer de conhecer pessoas que hoje em dia são muito importantes para mim, como o Telmo e o Pastor Eduardo, o Paulo, que mais tarde se tornou meu tio, entre outros. Mais tarde e por força da vida acabei por me afastar da igreja e da minha “família espiritual”, contudo Deus sempre continuou comigo e eu com ele, à minha maneira.

Sempre fui da opinião que não devemos deixar de ser fiéis ao Senhor só porque acontecem coisas na nossa vida que nos afastam de locais que são importantes para nós, pois quem o ama, “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” e Ele reconhece isso onde quer que estejamos e por onde quer que andemos. Admito que a minha vida mudou muito em pouco tempo, talvez, demasiado depressa, talvez demasiado cedo…mas tornei-me uma pessoa melhor, hoje reconheço isso. Como ouvi um dia numa reunião de jovens, “crescer dói”, mas é necessário para aprendermos, mesmo que muitas das vezes não tenhamos culpa das situações que estão a nossa volta, mas é a força que Deus deposita em nós que nos dá ânimo para nos levantarmos todos os dias e encararmos os nossos problemas, afinal de contas, se ele nos coloca em certas situações é porque tem um propósito para as nossas vidas certo? Apenas temos que aceitar aquilo que ele nos propôs e servi-lo da melhor maneira.

Actualmente passei por uma situação um tanto ou quanto delicada, a situação de divórcio dos meus pais. Custou-me muito ver duas pessoas que são tão importantes para mim, e que eu amo imenso separarem-se e eu sentir-me impotente…ouvir desabafos, aconselhar, ser imparcial…custou, mas cresci com a situação e aprendi com ela. Foi complicado levar tudo para a frente, acabar a faculdade, trabalhar e não estar bem com toda uma situação sobre a qual eu não tinha poder nenhum para actuar, apenas para ouvir, aconselhar e apoiar. Muitas das vezes pensei que não conseguiria aguentar mais, pensei em desistir, mas Deus sempre esteve lá e nunca me deixou ir abaixo…colocou pessoas maravilhosas no meu caminho, que são muito importantes na minha vida, como o meu irmão que foi uma bênção que Deus colocou na minha vida, a minha tia Manuela e o meu tio Paulo e deu-me forças para me levantar todos os dias e ir ao encontro da vida.

Hoje posso dizer que as coisas não acontecem por acaso e que Deus está sempre lá, nos bons e nos maus momentos,Na festa das vindimas.nós muitas das vezes é que estamos tão absorvidos nos nossos problemas e nas nossas vidas que não damos a devida importância…pois ele não opera nas grandes coisas que acontecem na nossa vida, mas sim nas pequenas, cabe-nos a nós deixar que ele trabalhe em nós e faça de nós grandes feitos.

“Pedi, e dar-se-vos-á, buscai, e encontrareis, batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe, e o que busca, encontra e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.” Mateus 7:7,8.

Marta Monte

“Nós vimos a Glória de Deus”

DSC00389Como os irmãos sabem, tenho um gabinete de estética e para ir ao retiro, tinha de fechar o gabinete, o que significa que ao não trabalhar, não iria ser remunerada. Eu sentia no meu coração que devia de ir, mas verdade seja dita, não tinha muita vontade.

Graças a Deus porque fui, porque superou as minhas expectativas.

Foi maravilhoso! Foi tremendo ver a forma como Deus se moveu naquele lugar; ver a forma como Ele falou ao coração dos jovens: nós vimos a Glória de Deus! Foi tão bom! Eu sentia-me lá tão bem e tão protegida que, tal como não tinha vontade de ir, tinha ainda menos vontade de ir embora.

Irmãos, aquilo que ganhei no retiro, foi muito, mas muito superior e muito mais valioso do que iria ganhar se ficasse a trabalhar.

testemunho lido, no Culto de Jovens de Agosto


Telmo Neto

Foi Ele que me resgatou e me “tirou das muitas águas” – II Samuel 22:17

telvioA minha vida começou no dia 20 de Junho de 1993. Digo que ela começou, porque foi quando fui pela primeira vez à Igreja e senti um forte desejo de aceitar Jesus como Senhor e Salvador. Eu tinha 9 anos e a minha mãe levou-me a assistir a um culto de celebração, num domingo à tarde.

A minha infância não foi das mais felizes, sem amigos, fechado no “meu mundo” e com uma situação familiar destruída (com situações de alcoolismo e toxicodependência), precisava de ajuda, de um escape. Quando aceitei Jesus, falei com a pastora Suzete, a responsável pelo ministério infantil – a Escola Dominical. Por vezes o meu pai proibia-me de ir com a minha mãe: ainda me lembro de esperar que ele adormecesse, à tarde, para me encontrar com ela na igreja. Foi aqui que conheci o meu primeiro amigo: o Joel. Na Igreja descobri que tinha talentos, até então enterrados pelas palavras destrutivas daqueles, que pensava que podia contar.

Na Escola Dominical, até me esquecia dos problemas, dos gritos e do choro; eu saltava, ria, brincava, e descobri que sabia cantar… engraçado, porque nunca tinha cantado antes; foi também nesta altura que comecei a aprender piano. O tempo foi passando e eu fui crescendo. Integrei o Clube T (o ministério de adolescentes); nesta altura, comecei a aprender viola, e mais tarde, a servir a Deus, servindo os outros – eu dirigia o louvor com a viola. Foram momentos em que cresci como pessoa, e fui influenciado por uma pessoa muito importante para mim, a Filipa Lino. Com ela, aprendi a descobrir um Deus maior e percebi que não nos relacionamos com Deus, só aos domingos, ou aos sábados, mas no dia-a-dia. Nesta fase, comecei a servir, na Super Igreja (antiga escola dominical) e na projecção das letras aos domingos à tarde.

Em 2000, integrei o Ministério de Louvor da Igreja. Eu tinha um desejo enorme de servir a Deus, na música. Lembro-me de esperar cerca de dois anos, para integrar o ministério, e de ouvir sempre a mesma frase: “Para seres fiel no muito, tens que aprender a ser fiel no pouco”, Esta foi uma expressão que ainda hoje me tento lembrar, todos os dias. Mais tarde comecei a liderar o louvor. Durante o meu percurso na Igreja, também integrei o ministério de teatro e de dança.

Em 2002, ingressei na universidade, onde tirei o curso superior de Animação Sociocultural, na Escola Superior de Educação Jean Piaget, em Almada. Lembro-me de fazer um esforço enorme para tentar conciliar a Igreja, com os estudos e com o trabalho. Uma das coisas que mais me orgulho é de nunca ter faltado à Igreja para ficar a estudar: “Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo” Isaías 41:13 – este versículo foi como um bálsamo para mim, nesta altura. Em 2003, voltei a integrar o ministério infantil da Igreja, mas enquanto responsável do departamento. Em 2005, comecei a fazer os cultos na congregação das Praias do Sado e recentemente, em 2008, o Pr. Eduardo, convidou-me para integrar a equipa de liderança do ministério de Jovens. Não queria deixar de fazer referência a ele e à sua esposa, a Lurdinhas – Para mim, são pessoas que têm um lugar muito especial no meu coração. Eles têm sido um grande suporte na minha vida; agradeço a Deus por esta família. O pastor Eduardo tem sido um irmão mais velho… até um pai adoptivo – tem-me ensinado muito enquanto pessoa, ministro e servo.

Hoje, posso dizer que sou feliz, com Deus. Foi Ele que me resgatou e me “tirou das muitas águas” – II Samuel 22:17. Como diz a letra de uma música que gosto muito:

Minha vida entrego a Ti

Tudo o que passei, usa para Tua glória.

Os meus dias entrego a Ti

Para te adorar, Sacrifício vivo sou

Deus te entrego o meu viver.

Iuri Rosa

“É engraçado como nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito, do que com o que Deus pensa…”

iuriComecei a frequentar a igreja, ainda estava na barriga da minha mãe. Sou um dos casos em que se pode dizer literalmente que, “nasci nos bancos da igreja”.

Com 3 anos comecei a frequentar a Super Igreja, aos domingos, mas houve um período, entre os meus 8 a 9 anos, que a Super Igreja já não me dizia nada, porque havia muitos miúdos mais novos do que eu, o que tornava aquele tempo muito infantil para mim. Então, durante esse mesmo período assistia, junto aos meus pais, às pregações.

Em 2004, o Mauro Paulinho e o Luís Quaresma fundaram um novo grupo para os pré-adolescentes, que engloba as idades dos 10 aos 14 anos, e como é óbvio, eu comecei a frequentar esse grupo desde o inicio, ao qual foi dado o nome de “Discípulos de Jesus”. No grupo dos “Discípulos” aprendi muito mais sobre Deus e comecei a envolver-me cada vez mais nas actividades da igreja e do grupo. A partir dessa altura comecei a crescer na fé, passando por muitos problemas ao longo da minha caminhada com Deus, mas colocando sempre todas as situações naquele que me fortalece. “Não digas a Deus que tens um grande problema, mas diz ao problema que tens um grande Deus”.

Aos 14 anos transitei para o Clube T (Teenager), no qual adaptei-me rapidamente, uma vez que já conhecia todos os membros do grupo. Nessa altura iniciei várias actividades, tais como:

-Aulas de viola para poder tocar no grupo de Louvor;

-Entrei para o grupo de teatro da igreja, o “ICHTHUS”;

-E estou a colaborar na Super Igreja (Ministério Infantil);

-Neste momento estou a frequentar as reuniões de Jovens;

-E também faço parte da equipa de projecção.

A minha vida com Deus é fantástica. Ele ilumina as nossas vidas com o seu Amor. Ele é o nosso melhor amigo, o amigo fiel que está sempre ao nosso lado. Quantas vezes não temos tempo para parar, amar e receber o amor que nos é oferecido?

A vida sem amor não tem sentido, porque o amor é o sentimento mais belo que qualquer ser humano pode ter.

“É triste ver como as pessoas ficam inflamadas de Cristo ao Domingo, mas depois transformam-se em Cristãos invisíveis pelo resto da semana”.

É engraçado como nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito, do que com o que Deus pensa…”

Vanessa Alegria

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á

van1A minha vida com Jesus e, nesta igreja, começou desde muito cedo, pois tinha uma vizinha que frequentava a igreja e que pedia frequentemente à minha mãe para me deixar ir com ela; pois havia um grupo de crianças a que se ensinava a vida de Jesus. Quando tinha entre quatro e cinco anos foi quando comecei a frequentar a Igreja do Jubileu. Recordo que nas primeiras vezes em que frequentei a Escola Dominical e, gostei muito da Pastora Suzete. No entanto, pouco depois de ela ter anunciado a sua segunda gravidez eu deixei de vir à igreja. A razão pela qual deixei de querer vir à igreja não me recordo, mal talvez tenha sido por não conhecer muitas pessoas.

Passado algum tempo, comecei a frequentar a igreja católica, pois era essa que os meus paisvan3 e irmã frequentavam na África do Sul. Cheguei a frequentar a catequese, e todos os sacramentos católicos; desde o baptismo até ao crisma. Cheguei mesmo a ser catequista e até a ser chefe adjunto do grupo de escuteiros, que se fundou a aonde resido. Porém, não estava a gostar do rumo que a minha vida estava a tomar e, não sentia a presença de Deus na minha vida, havendo vezes que ia à missa somente por ir. Foi então que decidi deixar de dar catequese e os escuteiros, até porque me despendia muito tempo. Nesta altura sentia-me desapegada de tudo. Ao saber como me encontrava, uma amiga da minha mãe – a Teresa, e até mesmo a minha mãe me incentivavam a ir aos cultos. Houve um dia que decidi ir e gostei bastante das músicas e de ver tantos jovens a louvar. Foi então que comecei a frequentar os cultos em Palmela e a conviver com os jovens. Num desses cultos, o Pastor Eduardo pediu que a Hellen orasse por mim. Ela orou e intercedeu muito pela minha vida, para que de alguma maneira Ele me tocasse. Lembro-me que chorei muito com a Hellen, pois senti que naquele momento Deus estava a utiliza-la, tal como uma mensageira. Desde esse dia, o meu interesse por conhecer melhor Jesus aumentou, assim como por conviver com os restantes jovens desta igreja. Passado algum tempo, terminei o ensino secundário e iria para uma nova vida académica. Orei para que fosse colocada no curso que tanto desejava, e fui; mas tinha sido colocada em Castelo Branco. Os meus pais acharam que era bastante longe, e o que se iria pagar para estudar lá seria quase o mesmo valor que numa universidade privada mais perto de casa. Na altura fiquei muito triste, pois era o que queria tanto estudar.

Actualmente, encontro-me licenciada Graças a Deus, pois só com a força e coragem que Ele nos dá é que somos capazes de ultrapassar e prosseguir todas as adversidades que nos vão aparecendo ao longo da licenciatura.

Hoje em dia, olho para trás e verifico que a decisão de estudar mais perto de casa não foi tomada pelos meus pais, mas sim por Jesus, pois Ele tinha algo mais e melhor para a minha vida. Seguramente se tivesse ido estudar para Castelo Branco não teria continuado a frequentar a igreja, van4não tinha continuado a amizade com alguns jovens e, não namorava com uma pessoa da igreja. E, sem duvida alguma, que se não tivesse havido dedicação, persistência e interesse por parte do Tiago em me ajudar; que já não estaria na igreja.

Por isso, algumas vezes digo em tom de brincadeira que a minha historia é como a do filho pródigo, em que sempre volta á casa do Pai.

Gostaria de partilhar uma parte da Bíblia com a qual me identifico ” E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Lucas 11:9″ e, que de alguma forma deu origem a que eu própria a recria-se de acordo com sentimentos e sensações que Jesus já me concedeu: “Em Ti, podemos ser tudo, basta sonhar e pedir”.

Retiro de Jovens – Testemunhos

Sara Beatriz Santos

sara-b1Em primeiro lugar, começo por dizer que este foi o primeiro retiro que eu fui; não tinha nenhuma ideia de como poderia ser, mas fui surpreendida pela positiva.

Este retiro ajudou-me a criar uma nova relação com Ele, a caminhar a Seu lado e, a estar mais próxima dEle. Foi uma experiência que nunca esquecerei, por todas os momentos, lá passados: os cultos foram espectaculares – talvez possa dizer que estive mais em contacto com Deus neste retiro, do que ao longo dos dois últimos anos. Comovi-me bastante nos cultos e, dou graças a Deus, pela oportunidade que Ele me deu e, por ser Sua escolhida e ter o previlégio de ser chamada Sua filha. Conheci melhor as pessoas que costumam frequentar as reuniões de segunda-feira, e percebi, que estou rodeada de pessoas maravilhosas.

Cada vez que havia algum retiro e as pessoas iam lá à frente, dizer o que esse tempo tinha significado para elas, diziam sempre que era um tempo abençoado. Eu não sabia ao certo, o que eles estavam a falar, pois nunca tinha passado por tal coisa. E finalmente, chegou a minha vez de sentir o verdadeiro poder de Deus. mover-se na minha vida.

Confesso que nos últimos tempos, não tenho dispendido muito tempo para estar com Deus. Eu conseguia sentir a permanente presença de Deus, a moldar o meu coração e a fazer de mim, uma filha mais abençoada, semelhante à Sua imagem. E quero agradecer-vos por isso e por toda a paciência que tiveram connosco, mais novos.

Foi de certeza, uma experiência que quero repetir muitas mais vezes.

Mauro

dscf1734Todos os dias aprendemos mais de Deus e,  há sentimentos e experiências na vida, que temos mesmo que sentir: O nosso coração tem que ser tocado!

O retiro, para mim, acabou mesmo em grande. Não estava nada à espera de ver os meus pais na Igreja. Para mim é muito importante saber, que Deus está a trabalhar na vida deles.

Vanessa Santos

vanessaO Retiro foi muito importante, no sentido de Deus transformar a minha vida e acho que depois do retiro, não sou mais a mesma pessoa. Sinto-me renovada, muito mais presente a Deus, e também tenho saudades de todas as pessoas e do ambiente de paz.

Sinto-me renovada com o poder de Deus e, fiz muitas amizades, o que ajudou a conhecer mais as pessoas. Sentirei muita saudade do convívio.

Ana Garcia

“Ele cuida de nós e ouve as nossas orações atentamente ao ponto de não falhar em nenhum pormenor”

229819529_imgDesde pequena que a minha mãe sempre me levou à igreja e me ensinava a viver nos caminhos de Deus. Antes de me deitar, a minha mãe lia sempre uma história da bíblia para mim e para meu irmão mais velho e no fim orávamos todos juntos. Frequentei a Super Igreja, mais tarde o Club T e neste momento a Reunião de Jovens. Cada um destes ministérios, foram muito importantes na minha vida onde fui sempre acompanhada e dirigida para seguir uma vida com Cristo. Mas dos três ministérios o que teve mais impacto na minha vida foi o Club T, porque foi aqui que eu conheci e aprendi a viver mais intimamente com Deus. Também, porque acompanhou-me durante a minha adolescência, uma fase em que duvidamos das nossas capacidades, sentimo-nos inferiores aos outros e a nossa auto-estima muitas vezes tende a descer. Mas rapidamente percebi de que Deus amava-me tal como eu sou, foi Ele que me desenhou e me formou com muito amor ainda na barriga da minha mãe e mesmo com os meus defeitos, Ele aceita-me e ensina-me a corrigi-los através da sua palavra. Então a minha comunhão com Deus foi crescendo gradualmente, buscando a sua palavra e colocando-a em prática a cada dia da minha vida. Todas as minhas decisões, os meus planos, os meus sonhos são colocados nas mãos de Deus, pois só Ele sabe o que é melhor para mim. “Pois eu bem sei os planos que estou projectando para vós, diz o Senhor, planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e esperança. Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:11-13)

Quando fiz 18 anos decidi tirar a carta de condução durante as férias escolares, concluindo 6 meses depois. Nessa altura já trabalhava e a minha situação profissional era estável, pois encontrava-me efectiva e com um bom ordenado. Então pedi a Deus que me desse um carro com as características mencionadas na minha oração. Comecei a procurar esse carro juntamente com a minha tia, dizendo-lhe exactamente o que queria.

Começamos por um stand, conhecido pelos meus tios, onde “apaixonei-me” por um carro que estava mesmo à entrada. Esse carro tinha todas as características que eu desejava e havia pedido nas minhas orações. Apenas a cor (cinza escuro) é que não correspondia ao que havia pedido (cinza claro). No entanto houve algo que me chamou à atenção daquele carro, a sua matricula. As letras da matrícula correspondiam às iniciais de meu primeiro e último nome, AG de Ana Garcia, respectivamente. Chamei a minha tia para reparar no pormenor da matrícula e ambas achamos engraçado. Então não vimos muitos mais carros e ficamos por aquele. As letras da matrícula pareciam querer dizer “este carro é para ti”. Após reflectir melhor e, aconselhar-me com os meus tios, segui para a frente aguardando apenas uma resposta da aprovação do crédito. Enquanto esperava pela resposta entregava todo este processo nas mãos de Deus e que fosse feita a sua vontade e não a minha. A resposta foi sempre negativa, pelo que o vendedor do stand, para que o crédito fosse aprovado, falsificou documentos sem pedir autorização. Então tomei uma decisão, e desisti deste carro, pois as coisas não estavam a correr bem para serem da vontade de Deus. O processo estava a ser forçado por mãos humanas e não por Deus, para além disso, Deus detesta a mentira e onde há mentira não há bênção.

Quando é da vontade de Deus que as coisas aconteçam, não há barreiras à nossa volta a impedir o nosso caminho. Por outro lado deixei de ter paz no meu coração e quando não há paz nas nossas decisões é preferível parar e voltar a falar e escutar Deus, porque se Ele interrompeu todo o processo tinha um propósito para o fazer, pois este não era o caminho certo. Não desisti, continuei a procurar com a minha tia e foi no último stand que finalmente encontrei o carro com todas as características pretendidas até a cor sendo a matrícula curiosamente AG. Desta vez o crédito fora aprovado sem complicações. Deus é fiel: Ele cuida de nós e ouve as nossas orações atentamente ao ponto de não falhar em nenhum pormenor. Deus deu-me o que pedi e não parecido!

“Pedi e dar-se-vos-á, buscai e encontrareis, batei e abrir-se-vos-á” (Mateus 7:7)

Telma Santos

“Caminhar Seguro”

telma1Desde pequena que ouço falar de Deus, mas nessa altura falavam-me de um Deus distante e eu cresci com essa “imagem”. Quando tive realmente a oportunidade de conhecer Deus, percebi que este estava próximo, pronto a caminhar ao meu lado, para ser a minha luz nas noites mais escuras. Desde então, procuro uma maior proximidade com Deus. Entendendo esta aproximação como uma busca constante, um renovar de experiências a cada dia que começa.

É bom voltar a trás, para rever momentos da minha vida, nos quais ainda não conhecia Jesus, no entanto, hoje reconheço que mesmo nesses momentos ele esteve sempre presente. Em tempos de aflição procuro o seu conforto, a sua segurança como um refúgio inabalável. As minhas alegrias são igualmente partilhadas entre sorrisos de gratidão.

A minha entrega a Jesus levou-me a servir no ministério da Super Igreja. Tenho sido usada para falar aos corações das crianças, para lançar pequenas sementes que mais tarde eu acredito que darão flores grandes e coloridas.

Posso agradecer a Deus por tudo o que tem feito na minha vida e pelo que ainda vai fazer, por ser o meu escudo protector em “tempos de guerra”.

Há pouco tempo, ouvi um testemunho que falava de um homem que em períodos de guerra teve que sair do seu país telma2para ir combater. Esse homem era crente e recusou pegar numa arma para matar quem quer que fosse, dizendo que a única arma que ele queria levar consigo era Jesus. Os seus superiores enfurecidos disseram-lhe: não te podemos obrigar a levar nenhuma arma, mas sendo assim, vais tu á frente sempre que formos para o campo. Esse homem destemido e seguro do poder de Deus seguia em frente dizendo eu posso até morrer, mas vou seguir a vontade de Deus. Como combinado o homem era o primeiro da fila e ouvia as vozes dos colegas dizendo que ele só podia estar louco. Mas a verdade é que ele caminhava sobre os campos, passando sobre minas, as quais não explodiam com a sua presença, enquanto os outros passavam e as suas armas não lhes valiam de nada.

Este testemunho não é da minha vida, mas serve-me de motivação nas alturas mais difíceis, por isso achei importante partilhá-lo, pois poderá servir também para ajudar outras pessoas, porque este homem pode muito bem ser um de nós nas lutas que temos de enfrentar na nossa vida.

Ana Leonor Vasques

“Orgulho-me de ver como Deus está a trabalhar na minha vida”

A primeira vez que ouvi falar de Jesus foi há cerca de dois anos perto de três, mas aceitei-o realmente meses depois da minha primeira ida à igreja. Num sábado à tarde a minha prima Cláudia convidou-me para ir ao club t, inicialmente recusei, mas acabei por aceitar. Semanas mais tarde fui assistir a um culto, e foi a partir daí que comecei a ir regularmente a igreja.

Quando Jesus já habitava dentro do meu coração comecei a ver as coisas de uma outra forma, olho para trás e vejo o meu “agora” e orgulho-me de ver como Deus está a trabalhar na minha vida. O club t tem tido um papel muito importante, é lá que a cada sábado aprendo mais sobre Jesus, aprendo a “ser mais e melhor”.

A vida com Jesus é maravilhosa porque quando tudo parece estar mal, o amor de Deus alegra-nos. É certo que as lutas também vêm à nossa vida, mas basta vestirmos armadura de Deus para que fiquemos firmes, em Cristo somos mais que vencedores. Jesus é a essência para ser feliz.

Paulo Bronze Pereira

“Nunca deixes Deus para segundo plano: podes não ter alternativa!”

O meu nome é Paulo Bronze Pereira e venho partilhar a minha experiência de vida.

Nasci em Lisboa, a 18 de Agosto de 1973; tive uma infância normal e, aos cinco anos, comecei a frequentar a Igreja dos Irmãos mas a certa altura da minha vida, comecei a pensar só nas minhas vontades e fui experimentar uma vida diferente.

Comecei por fumar os primeiros cigarros na escola e daí aos cigarros de haxixe, foi uma questão de tempo e Deus ficou para segundo plano: a minha família não sabia como me ajudar, o aproveitamento na escola não era nenhum, tendo deixado a escola com 14 anos e comecei a trabalhar, para sustentar os vícios. Mas o vício começou a aumentar e a entrada da heroína foi tão rápida, que nem me apercebi que estava agarrado à “amiga heroína”; todo o dinheiro que recebia, gastava em vícios – tabaco, drogas, álcool – de início, só fumava, mas o consumo era de tal ordem e o dinheiro já não chegava, que bati no fundo, começando a injectar-me. Quando não tinha dinheiro para a dose diária, usava formas inimagináveis para conseguir dinheiro: começaram os pequenos roubos de sucatas, ao assalto a vivendas e à mão armada. Tentei vários tipos de tratamento (metadona, comprimidos…), cheguei ao cúmulo de, a médica que me acompanhava no CAT de Setúbal dizer-me …”Paulo, quem te iniciou nas drogas deveria dar-te um tiro na cabeça, não sofrias tanto. Tu não tens cura…”, tendo continuado com os meus esquemas de conseguir dinheiro, todos os dias, para poder sobreviver, até que acabei por cometer uma falha e “Bum”: fui detido por tentativa de assalto à mão armada e, já nessa altura, frequentava o Café Convívio, em Setúbal,  com o acompanhamento do Pr. Eduardo. Eu tive de decidir entre entrar entrar num programa de abandono de toxicodependência, ou acabar por cumprir pena de prisão efectiva – estava em maus lençóis! Os meus pais e família estavam destruçados;não conhecia o meu sobrinho mais velho, não via a minha irmã, à cerca de cinco anos – “eu era um bicho” – mas Ele estava lá, sempre a tomar conta de mim e, entrei no Desafio Jovem, no centro de Lourel-Sintra.

Não foi fácil nos primeiros tempos: a cabeça começa a pensar em consumir, até sonhei que estava a consumir; Deus deu-me força suficiente para suportar tudo aquilo e, ao fim de onze meses, apareceu outra bomba – o meu pai estava com um problema grave de saúde e tive de tomar, novamente, uma decisão muito difícil. Com o apoio dos pastores da Igreja do Jubileu, saí do programa para dar apoio à minha família, em casa; só mesmo com a sabedoria de Deus, é que suportamos tanto.

Comecei a servir na igreja, em várias actividades. Deus concedeu-me um lindo casamento  e, posso dizer que se não fosse pela Sua grande misericória, eu a esta altura estava…

Desde já, deixo o meu agradecimento a todos os que acreditaram que era possível, eu mudar de vida. Aqui fica um conselho: Nunca deixes Deus em segundo plano: podes não ter alternativa!

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Uma resposta to “Testemunho”

  1. Raúl Chipenda Says:

    È um benção ler estes testemunhos, Deus é sem duvida a candeia que alumia o nosso caminho, tenho muito orgulho de fazer parte desta familia, jubileu filhos de Deus em nosso senhor Jesus Cristo. A distância afinal não nos separa, aumenta a vontade de estarmos com aqueles que amamos. Dta

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